Zusammenfassung der Ressource
HELENISMO
- DO SÉC. III a.C À VI d.C
- influência da cultura grega em toda a região do Mediterrâneo oriental e do Oriente Próximo
- Por que?
- Devido às conquistas de Alexandre, O Grande [332 a.C.]
- A língua grega se torna comum
- centro político e cultural: Alexandria, Egito
- cosmopolitismo: gregos, egípcios, comunidade judaica, persas.
- Situação do "povo grego", das cidades-Estado, da vida dos gregos
- Império. Poder central.
- Perda da vida pública. Da liberdade política. Da centralidade na vida comum. No debate.
- Consequência/clima instaurado social e existencialmente: perda, ausência de liberdade, perda de referências, desorientação
- Pathos: DOR, ansiedade, INQUIETAÇÃO, PERTURBAÇÃO DA ALMA, INTRANQUILIDADE, fragmentação
- Filosofia: se volta para a interioridade, tenta responder à situação como "arte de viver" [campo próprio da Ética, porém dissociada da Política], assume caráter doutrinário e, às vezes, dogmático; devolver as referências
- Como ser feliz [vida boa] numa situação incerta, insegura, perigosa, sem referências?
- Felicidade, aqui:
- tranquilidade da alma
- ataraxia
- liberdade interior [já que a exterior foi "roubada"]
- autarquia
- ausência de dor
- aponia
- Esse contexto e essa indagação caracterizam o Helenismo
- Cada corrente helenista dará sua resposta com base numa visão particular sobre o que é o mundo.
- O que todas têm em comum: a reflexão filosófica [racional, como sabedoria prática] leva a compreensão, que leva à postura diante da vida adotada
- Cinismo
- As convenções sociais, a moral, os costumes são hipócritas e aprisionam.
- Rejeição, zombaria às convenções sociais [valores falsos]
- vida simples, desapegada [valores verdadeiros]
- Defesa do cosmopolitismo [afirmação do desenraizamento]
- Distinguir [discernir] quanto aos valores falsos e os verdadeiros
- Estoicismo
- As paixões nos levam a juízos falsos sobre a vida
- Não pode haver nenhuma autoridade superior à razão; mundo apresentado pela razão: Mundo da Natureza. Nada é superior
ao Mundo da Natureza. A Natureza é regida por princípios racionais. O espírito de racionalidade que impregna homens
natureza = Deus [autoconsciência do mundo]. Não há lugar após a morte. Voltamos à Natureza. Tudo é como é racionalmente
organizado. Não podemos mudar isso. Não deveríamos desejar mudar.
- Emoções (pathos) são juízos; Se essas forem submetidas à razão, só haverá juízo verdadeiro
- Postura advinda dessa compreensão racional [juízo verdadeiro] diante das adversidades, tragédias, destino, etc
- Apatheia [apatia]
- Resignação
- austeridade
- calma e dignidade
- O homem sábio obedece à lei natural, reconhecendo-se como uma peça na grande ordem e propósito
do Universo..
- A razão torna o homem livre [autarquia] e feliz.
- Epicurismo
- O medo da morte e da vida [prazeres, hedoné] aprisionam
- Tudo que existe são átomos. A vida é uma história de átomos que se juntam e em algum momento se dispersam; Toda mudança no
Universo consiste nisso. A morte não existe. os deuses estão longe e não se envolvem em assuntos, confusões, rebuliço humanos. Deles
"nada temos a esperar e nada a temer". Destino é inevitável. Logo, façamos o melhor dele. O homem consiste em buscar o prazer e evitar a
dor [aponia].
- A felicidade, a vida boa deve ser nossa meta. Gozar dos prazeres [hedoné] com moderação [phronesis, sabedoria prática]. Buscar saúde.
- Distinção dos prazeres naturais e não naturais, necessários e não necessários para buscar a
moderação, os prazeres duráveis, não momentâneos. O desequilíbrio causa dor.
- Prazeres naturais e necessários [comer, beber, dormir].
- Prazeres não naturais nem necessários: criamos para nós e nos tornamos escravos [luxo, riqueza].
- Prazeres naturais, porém não necessários [beber vinho, comer pratos sofisticados, dormir em
ambientes sofisticados]. Presença do desejo [incessante]. Sem moderação= escravidão.
- Viver a vida privada [enquanto a vida pública é caótica], a amizade, de forma saudável, moderada.
- Ceticismo
- A busca por certezas na filosofia [e na vida] aprisiona e não é realizável
- Todo argumento parte de uma premissa. Muitas premissas são possíveis, a certeza simplesmente não está
disponível no nível do argumento, da demonstração ou da prova. O que um argumento válido prova é que suas
conclusões decorrem de suas premissas, mas isso de modo algum é o mesmo que provar que essas conclusões são
verdadeiras. Todo argumento válido começa com um "se". O argumento em si não prova verdade.
- O esmiuçamento de premissas [em busca da mais verdadeira] seria um longo e perturbador exercício na história da filosofia
- Suspensão do juízo (epoché) quanto ao verdadeiro e falso => liberdade no distúrbio, na incerteza.
- cosmopolitismo
- cidadão do mundo