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NEUROFUNCIONAL I

Gabrielle Paines Portuguese

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NEUROFUNCIONAL I

  1. PARALISIA CEREBRAL

    • É uma patologia derivada de lesão no SNC em fase de maturação estrutural e funcional.
    • ETIOLOGIA
      • PRÉ-NATAL: infecção, hipóxia e medicamentos; PERINATAL: prematuridade e problemas no parto; PRÉ-NATAL: icterícia, meningite e traumas.
    • TIPOS
      • ESPÁSTICA: Aumento do tônus, hiperreflexia e rigidez muscular; DISCINÉTICA: Movimentos incontroláveis; ATÁXICA: Falta de equilíbrio e coordenação; MISTA: Combinação de dois ou mais tipos.
    • LOCALIZAÇÃO
      • HEMIPLEGIA: Acomete um lado do corpo; DIPLEGIA: Ocorre nas mesmas partes bilateralmente; TETRAPLEGIA: Acometimento dos quatro membros.
    • FISIOTERAPIA
      • Inibir a atividade reflexa anormal para normalizar o tônus e facilitar o movimento normal.
  2. PREMATURIDADE

    • CLASSIFICAÇÃO
      • IDADE GESTACIONAL
        • IDADE CRONOLÓGICA: tempo de vida do bebê depois do nascimento; IDADE CORRIGIDA: idade que o bebê teria se tivesse nascido de 40 semanas; CONTA; IDADE GESTACIONAL EM SEMANAS+TEMPO EM SEMANAS APÓS O NASCIMENTO.
      • PESO DE NASCIMENTO
    • FATORES DE RISCO
      • BIOLÓGICOS
      • AMBIENTAIS
    • AVALIAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO
      • COMO AVALIAR
        • HISTÓRIA CLÍNICA
        • EXAME FÍSICO E NEUROLÓGICO
      • TESTES
        • TESTES DE TRIAGEM
          • Denver II, Escala motora infantil Alberta (AIMS), Avaliação dos movimentos generalizados e Teste infantil de desempenho motor (TIMP).
        • TESTES DE DIAGNÓSTICO
          • Escala Bayley e Escalas de inteligência de Wechsler.
        • TESTE DE APGAR
          • Exame clínico aplicado no recém nascido pós parto.
  3. DISTROFIA MUSCULAR DE DUCHENNE

    • Grupo de miopatias hereditárias.
    • Caracteriza-se por fraqueza muscular progressiva, deterioração, destruição e regeneração muscular.
    • GENÉTICA
      • Mutação no gene da distrofina.
      • Herança ligada ao X.
    • INCIDÊNCIA
      • 1 caso para cada 3.500 nascidos vivos.
    • DIAGNÓSTICO
      • PRÉ-NATAL
      • PÓS-NATAL
      • PRIMEIROS SINAIS
        • Sinal de Gowers, marcha anserina, salto da criança, hipertrofia da panturrilha, sinal de meyon (falta de estabilidade escapular) e contraturas do tendão do calcâneo.
    • INTERVENÇÕES
      • Esteroides (glicocorticóides), cirurgia ortopédica (alongamento do tendão de Aquiles e coluna-escoliose), tratamento cardíaco e ventilação domiciliar.
    • FISIOTERAPIA
      • Exercícios ativos, alongamentos (gastrocnemio, flexores de quadril e trato iliotibial), fisioterapia respiratória, prolongar a marcha.
      • Exercícios resistidos: contra indicados.
  4. MALFORMAÇÕES CONGÊNITAS

    • CAUSAS
      • GENÉTICAS
      • INFLUÊNCIAS AMBIENTAIS
    • MALFORMAÇÕES CONGÊNITAS DAS VÉRTEBRAS
      • FECHADA
      • ABERTA
      • MENINGOCELE
      • MIELOMENINGOCELE
      • ESPINHA BÍFIDA FECHADA
      • MIELOMENINGOCELE
        • Fechamento anormal do tubo neural (terceira e quinta semana e gestação).
        • CAUSAS
          • EXPOSIÇÃO A AGENTES TERATOGÊNICOS
          • DEFICIÊNCIA NUTRICIONAL: ÁCIDO FÓLICO
        • ETIOLOGIA
          • DESCONHECIDA
          • MULTIFATORIAL
            • Fatores genéticos, ambientais, nutricionais e raciais.
        • AVALIAÇÃO
          • AVALIAÇÃO PRÉ-NATAL E PÓS-NATAL
          • AVALIAÇÃO NEUROLÓGICA
          • EXAMES COMPLEMENTARES
        • LESÕES
          • LESÃO L1-L2
            • Sem sensação nos membros inferiores, não andará e não controla bexiga/intestino.
          • LESÃO L3-L4
            • Sem sensação nas pernas/pés, anda pequenas distâncias com auxilo quando criança e não controla bexiga/intestino.
          • LESÃO S2-S4
            • Não controla bexiga/intestino, sem sensação nos pés, anda sozinho e controla bexiga/intestino.
        • FISIOTERAPIA
          • Minimizar a dependência funcional.
  5. SÍNDROME DE DOWN

    • Condição humana geneticamente determinada.
    • Cromossomo 21 extra.
    • TIPOS
      • TRISSOMIA VERDADEIRA
      • TRANSLOCAÇÃO
      • MOSAICO
    • INCIDÊNCIA
      • 1/600 nascidos vivos.
    • CARACTERÍSTICAS
      • Cabeça menor, com parte posterior achatada, boca pequena com língua protusa, pálpebras estreitas e oblíquas e pescoço curto.
    • DIAGNÓSTICO
      • ANÁLISE GENÉTICA --> CARIÓTIPO
      • ULTRASSONOGRAFIA DURANTE O PRÉ-NATAL
      • TRANSLUCÊNCIA NUCAL
    • FISIOTERAPIA
      • Propostas individuais atendendo as necessidades;
      • Promover desenvolvimento motor;
      • Aumento do equilíbrio, coordenação motora, força muscular e treino de marcha.
  6. PARALISIA DO PLEXO BRAQUIAL OBSTETRICA

    • Lesão que acontece durante o nascimento.
    • TIPOS
      • BEBES COM SOBREPESO (+ 4KG) E COM DISTOCIAL (OMBROS FICAM PRESOS NO CANAL DO NASCIMENTO)
      • APRESENTAÇÃO DE NÁDEGAS (- 3KG), EXCESSIVA EXTENSÃO DA CABEÇA E MANIPULAÇÃO DE MÃO E BRAÇO)
    • DIAGNÓSTICO
      • Aparente no nascimento, com membro superior flácido e pendido.
    • CLASSIFICAÇÃO
      • ERB-DUCHENNE
      • DEFERINE- KLUMPKE
    • FISIOTERAPIA
      • Movimento passivo completo da mão, punho e cotovelo deve iniciar imediatamente após o nascimento;
      • Orientações aos pais;
      • Posicionamento correto;
      • Alongamento passivo para prevenir contratura muscular e articular;
      • Estimulação tátil.
  7. BOBATH

    • É uma abordagem para a solução de problemas, para a avaliação e para tratamento de indivíduos com distúrbios da função, movimento e controle postural, devido lesão no SNC.
    • FUNÇÃO
      • Sensorial, neuromuscular,, musculoesquelético, cognitivo- perceptual, emocional e outros sistemas.
    • AVALIAÇÃO
      • AVALIAÇÃO CUIDADOSA
      • CONSTANTES REAVALIAÇÕES
      • OBSERVAR A MÃE E A CRIANÇA
      • OBSERVAR A CRIANÇA EM VÁRIAS POSIÇÕES
      • OBSERVAR O QUE A CRIANÇA PODE OU NÃO EM CADA POSIÇÃO.
        • O QUE INTERROMPE O DESEMPENHO DA CRIANÇA.
    • TRATAMENTO
      • PREPARA O PACIENTE PARA ATIVIDADES FUNCIONAIS;
      • INDEPENDÊNCIA;
      • TÉCNICAS
        • INIBIÇÃO
        • FACILITAÇÃO
        • ESTIMULAÇÃO
  8. HIDROCEFALIA

    • É o aumento do LCR no cérebo.
    • CAUSAS
      • Tremores, inflamações, mal formações congênitas, etc.
      • MAL FORMAÇÃO DE ARNALD- CHIARI II.
    • MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
      • AUMENTO DO PERÍMETRO CEFÁLICO
      • ALARGAMENTO DAS SUTURAS CRANIANAS
      • FRONTE ABAULADA
      • DISTENSÃO DAS VEIAS DO COURO CABELUDO
      • SINAIS DE HIPERTENSÃO INTRACRANIANA
    • MICROCEFALIA
      • ZIKA VÍRUS

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Assuntos abordados na disciplina de Fisioterapia Neurofuncional I do curso de Fisioterapia.
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