El Niño é um fenômeno atmosférico-oceânico caracterizado por um aquecimento anormal das águas superficiais
no oceano Pacífico Tropical
pode afetar o clima regional e global, mudando os padrões de vento a nível mundial, e afetando assim, os regimes
de chuva em regiões tropicais e de latitudes médias.
Os ventos alísios diminuem sua intensidade ao longo do Pacífico Equatoria
A Temperatura da Superfície do Mar (TSM) torna-se mais quente em grande extensão do Oceano Pacífico Central
e próximo à costa oeste da América do Sul.
Em anos de El Niño mais intenso, a diferença pode chegar a mais que 5ºC em relação aos valores normais.
Ocorre uma diminuição da inclinação da termoclima. Em outras palavras, a termoclina torna-se menos rasa no
Pacífico Leste e menos profunda no Pacífico Oeste
O enfraquecimento dos ventos alísios, que deixam de "empurrar" as águas mais quentes para oeste, induzem a
diminuição da ressurgência próximo à costa oeste da América do Sul.
Com o aquecimento das águas no Pacífico Central, há um deslocamento da Célula de Walker para leste.
Esse deslocamento força o ramo de ar descendente a posicionar-se sobre o continente sul-americano, provocando
condições favoráveis de estiagem sobre a Amazônia e, em alguns eventos mais intensos, sobre o Nordeste do Brasil.
Fenômeno oceânico-atmosférico.
Se caracteriza por um esfriamento anormal da água.
Alguns dos impactos de La Niña tendem a ser opostos aos de El Niño, mas nem sempre uma região afetada pelo
El Niño apresenta impactos significativos no tempo e clima devido à La Niña.
Em anos de La Niña, os ventos alísios sopram mais intensamente em comparação aos anos normais
No Oceano Pacífico, a Temperatura da Superfície do Mar (TSM) diminui consideravelmente próximo à costa oeste da
América do Sul e chegam a ficar até 4ºC abaixo dos valores normais
Em anos de La Niñas mais intensas, há uma expansão da região de águas mais frias desde o Pacífico Leste até as
proximidades da Linha Internacional de Data (180ºW).
Aumenta o aprofundamento da termoclina ao longo do bacia do Oceano Pacífico Equatorial, um vez que os
ventos alísios, mais intensos, " empurram " ainda mais as águas quentes para oeste, amplificando o efeito de
ressurgência próximo à costa oeste da América do Su
A Célula de Walker continua com seu ramo de ar ascendente sobre a Austrália e região da Indonésia e
descendente próximo à costa da América do Sul, como observado em anos normais, porém muito mais intensa.