cocos Gram-positivos, mas dispostos em pares
ou fileiras,
Possuem potencial hemolítico (alfa, beta e gama) e os grupos de
Lancefield (determinado por um carboidrato daparede celular
Os estreptococos α hemolíticosapresentam
zonas de hemólise, aparece uma coloração
esverdeada na área de hemólise (devido a
alteração da hemoglobina pelo sistema
oxi-redutor da célula bacteriana e consequente
liberação de biliverdina e bilirrubina.
Os estreptococos b hemolíticos produzem uma
zona de hemólise total, não se observando
hemácias íntegras (microscópio óptico com
objetiva de 10x).
O Streptococcus pyogenes apresenta dois tipos
de hemolisinas O e S.
Os estreptococos g não produzem hemólise,
são anemolíticos, isso significa que não têm
capacidade lítica nenhuma sobre as
hemácias.
Enterococos
Pertencem atualmente a um gênero
separado e possuem características
peculiares: são resistentes a variações de
temperatura (15-45ºC) e a pressão
osmótica (até 6,5 % de NaCl). São
membros da microbiota normal do trato
gastrintestinal de diversas pessoas
TÉCNICAS DE IDENTIFICAÇÃO DE Streptococcus
1º- Crescimento e aspecto da colônia
em Ágar Sangue - Produção de
Hemólise
Alfa-hemólise (α):é caracterizada por uma hemólise parcial,
associada com a perda parcial de hemoglobina pelas hemácias,
ocorrendo uma zona cinza-esverdeada no meio de cultura ao
redor da colônia. Ex: s.pneumoniae, S.bovis e S.viridans
Beta-hemólise (ß): é caracterizada pela lise
completa das hemácias que rodeiam a colônia,
ocorrendo uma zona transparente (zona de lise
total) ao redor da colônia. Ex: S.pyogenes e
S.agalactiae
Gama-hemólise (): é caracterizada pela ausência de
hemólise. Cepas desses microrganismos não
hemolíticos, ou d-hemolíticos, não causam
modificação no meio de ágar sangue de carneiro.
2- Coloração de Gram
podemos observar cocos Gram
positivos (coloração
roxa/azulada), dispostos em
grupos ou como descrito
didaticamente, em forma de
cadeia (fileiras)
3- Prova da Catalase
O estreptococos são CATALASE NEGATIVA. Este teste
consiste em colocar uma amostra da bactéria no
centro de uma lâmina, em seguida pingar uma
gota de água oxigenada sobre (peróxido de
hidrogênio) e observar a formação de bolhas de
oxigênio, se formar bolhas ignifica catalase
positiva, se houver ausencia de bolhas significa
catalase negativa
4- Teste de Solubilidade em Bile
Esculina
é baseada na capacidade de algumas bactérias
hidrolisarem esculina empresença de bílis. A esculina é
um derivado glicosídico da cumarina. As bactérias
Bile-Esculina POSITIVAS, são capazes de crescer em
presença de sais biliares. A hidrólise da esculina no
meio resulta na formação de glicose e esculetina. A
esculetina reage comíons férricos (fornecidos pelo
composto inorgânico do meio -o citrato férrico),
formando umcomplexo
negro.Interpretação: POSITIVO :Enegrecimento menos
metade ou mais do meio, Ex: S.bovis e E.faecalis. NEGATIVO :Ausência de
enegrecimento, Ex: S.pyogenes, S.pneumoniae, S.agalactiae, S.viridans.
5- Prova da Optoquina
Preparar uma suspensão do isolado em solução salina
estéril correspondendo a 0,5 da escala de McFarland;
Semear a suspensão em uma placa de ágar sangue de
carneiro 5% de forma a obter crescimento confluente;
Após a absorção da suspensão pelo meio de cultura,
colocar um disco de optoquina na superfície do meio
semeado, com o auxílio de uma pinça; Incubar a
35±2ºC e 5 -7% de CO2por 18 -24 h; Fazer a leitura do
halo de inibição do crescimento bacteriano.Presença
de halo ≥ 14 mm indica que a cultura é SENSÍVEL à
optoquina, sendo identificado para Streptococcus
pneumoniae
6- Teste de PYR
O teste de PYR determina a atividade da enzima pyrrolidonil
arilamidase produzida peloS. pyogenes, mas não pelos
demais estreptococos β-hemolíticos. Colônias β-hemolíticas
de enterococos podem ser confundidas comS. pyogenes,pois
ambas apresentam positividade neste
teste.Procedimento:•Com auxílio de uma pinça, retirar um
disco de PYR do frasco e colocá-lo sobre uma lâmina ou placa
de Petri vazia;•Pingar uma gota de água destilada estéril
(não utilizar salina, pois torna a reação mais lenta e menos
intensa); Realizar um esfregaço com a bactéria a ser testada,
recém-isolada, sobre o disco de PYR umedecido;•Aguardar
alguns minutos e colocar uma gota do reagente PYR. A
reação ocorrerá em até 1 minuto.Interpretação:•Teste de
PYR positivo apresenta o desenvolvimento de cor
vermelha;•O aparecimento de coloração amarela ou
alaranjada indica resultado negativo • S.
pyogenese e Enterococcusspp. são PYR POSITIVOS.
7- Teste de Sensibilidade à
Bacitracina
O teste tem a finalidade de diferenciar S. pyogenesde outras
cepas do grupo A ou de outras espécies com colônias
β-hemolíticas PYR positivas.Procedimento:•Um disco de 0,04 U
de bacitracina é aplicado a uma placa de ágar sangue de
carneiro que tenha um inóculo com 4 ou 5 colônias puras
deStreptococcusspp., a ser testado.•Incubar 12 horas (overnight)
a 35± 2ºC.Interpretação:A presença de qualquer halo de inibição
ao redor do disco é interpretado como SENSIBILIDADE a
bacitracina é indicativo de S. pyogenes.
8- Teste CAMP
O teste visa a identificação de cepas de S. agalactiae(grupo B).
Estas cepas produzem o fator CAMP que atua sinergicamente com
a β-hemolisina produzida peloStaphylococcus aureusem ágar
sangue.Procedimento: •Semear um inóculo de Staphylococcus
aureusATCC 25923 de um ponto a outro da placa de ágar
sangue;•Semear perpendicularmente (90°) a colônia de
Streptococcusβ-hemolítico a ser testada, sem que haja o contato
com a estria de Staphylococcus aureus;•Incubar a 35±2ºC em
atmosfera de 5% de CO2por 48 h.Interpretação:•A formação de
uma seta ou meia-lua convergindo para o S.aureus na intersecção
do crescimento das duas bactérias indica que o teste é POSITIVO é
indicativo de S.agalactiae •Se não houver formação de seta ou
meia-lua, o teste é negativo e a cepa não pertence ao grupo B
deLancefield.
Staphylococcus
cocos Gram positivos não
esporulados, imóveis, anaeróbios
facultativos, produtores de catalase,
e dispostos em grupos ou “cachos de
uvas”.
Técnicas de Identificação de Staphylococcus
1- Crescimento e aspecto da colônia
em Ágar Sangue
O início de toda identificação bacteriana
deve ser pelo aspecto da colônia e
microscopia. Como dito anteriormente,
o gênero esfilococogeralmente
apresenta coloração dourada. Quando
semeado em ágar sangue, pode haver
ou não formação de beta hemólise no
halo ao redor da colônia. Ressalta-se
ainda o fato de que não há crescimento
no meio de cultura MacConkey, por ser
um coco gram-positivo.
2- Ágar Manitol
O Ágar Manitol é um meio de cultura com
indicativo vermelho de fenol, seletivo para
estafilococos patogênicos e para a
DIFERENCIAÇÃO de S. aureusde outros
Staphylococcuscoagulase negativa, como o
Staphylococcus epidermidis. Este teste
verifica se o microrganismo tem a
capacidade de fermentar o manitol contendo
7,5% de cloreto de sódio.O meio de cultura
tem coloração rosa, e a formação de halo
amarelo ao redor das colônias indica que o
meio ficou ácido, confirmando o S. aureus.
Entretanto, é válido ressaltar que outras
espécies de estafilococos também podem
produzir ácido a partir do manitol, e sendo
assim, é necessário que esta prova seja
complementada com o teste da coagulase.
3- Prova da Catalase
CATALASE POSITIVA
4- Prova da Coagulase
O S. aureus é a única espécie de
Staphylococcus que produz uma enzima
extracelular chamada de coagulase. O
teste verifica se o microrganismo possui
a coagulase (ou fator aglutinante) livre e
ligada, que, reagindo com um fator
plasmático, forma um complexo que
atua no fibrinogênio do plasma
formando a fibrina. Pode ser realizado
em tubo (incubar por 4h a 35±2ºC e
observar formação de coágulo), ou
lâmina, observando a formação de
grumos.
5- Prova da DNase
consiste em verificar se o microrganismo
possui a enzima desoxiribonuclease, a qual
degrada o ácido nucléico (DNA). Para isso, é
usado o meio de cultura, em tubo ou placa,
com azul de toluidina O. Fazer um inóculo
denso de forma circular em uma pequena
parte do meio. Incubar a 35±2ºC por 18 -24 h.
Decorrido o período de incubação, no
momento da leitura colocar o HCl 1N de
maneira que cubra as colônias, aguardar 30
segundos.A Formação de um halo
transparente ao redor do crescimento
bacteriano significa DNase positiva ( S.
aureus) e ausência de formação de halo
transparenteindica DNase negativa.
6- Teste de resistência à novobiocina
Este é um teste bastante aplicável
à urocultura, para a diferenciação
de S. aureus e S. saprophyticus
(causador de infecções frequentes
no trato urinário, principalmente
em mulheres). O teste é realizado
como um antibiograma qualquer,
em placa de Mueller-Hinton.
Interpretação: o halo ≤ 16 mm
(resistente) INDICA S.
saprophyticus, e o halo ≥16 mm
(sensível), INDICA S. aureus.