Reino: Protista Filo: Sarcomastigophora Subfilo: Sarcodina (com
pseudópodos) Ordem: Amoebida Família: Entamoebidae Gênero
Entamoeba Espécie: E. histolyca E. coli
Detectado e descrito pela primeira vez em 1875 por Fedor Losch como agente
causador de diarreia em um camponês russo. q Em 1919, descrição de três amebas
que infectaram humanos: E. histolytica, E. coli, E. gingivalis. q Em 1925, Emile
Brumpt postula que existem duas espécies de E. histolytica, uma patológica, a
outra um simples comensal inofensivo. q Somente em 1978, está confirmada a
existência de E. dispar , morfologicamente não distinguível de E. histolytica.
E. histolytica x E. coli
Diagnóstico diferencial
Distinção entre as amebas →
tamanho e o número de
núcleos.
MORFOLOGIA
Distinção entre as amebas → Tamanho e Número de Núcleos. Entamoeba histolytica: § Cisto (8 - 20µm)
4 núcleos Trofozoíto (20 - 60µm) 1 núcleo Corpo cromatoide em forma de charuto
Entamoeba histolytica: ciclo biológico Monoxeno 1)
Ingestão de cistos maduros (alimentos, água
contaminada, vetores...); 2) Passagem pelo estômago
(resistente ao ácido clorídrico); 3) Desencistamento
no intestino delgado (íleo) ou no intestino grosso
(ceco) 4) Multiplicação do metacisto (divisão binária)
e diferenciação (trofozoíto); 5) Migração dos
trofozoítos para todo o intestino grosso e adesão a
mucosa intestinal; 6) Desprendimento da mucosa e
encistamento (cólon); 7) Cistos eliminados nas fezes.
Metacisto Desidratação amebiana (eliminação de
subst. citoplasmáticas
PATAOGENIA
Fatores ligados ao hospedeiro: idade, resposta imune, estado
nutricional... Mecanismo de Ação: 1) Forte adesão (lectinas) às
células da mucosa intestinal; Passagem da barreira epitelial. 2)
Liberação de enzimas proteolíticas e multiplicação das amebas;
Passagem da mucosa. 3) Processo inflamatório (úlceras); 4)
Penetração nos vasos sanguíneos; 5) Acometimento de outros
órgãos (fígado, pulmão, rins e cérebro).
SINTOMATOLOGIA
Sintomáticos ou Assintomáticos. Ø Diarreia (sangue ou muco); Ø Desconforto abdominal; Ø Cólicas; Ø
Ameboma → necrose, inflamação e edema. Ø Apendicite Lesão extra-intestinal: Ø Hepatite amebiana
aguda → necrose do tecido hepático
DIAGNÓSTICO
Diagnóstico Clínico: Sobreposição de sintomas comuns à várias
doenças intestinais § Diarreia muco-sanguinolenta; Cólicas; Ø
Diagnóstico Laboratorial: Confirmação ==> Parasitológico:
Identificação de cistos ou trofozoíto nas fezes. Colonoscopia ==>
Visualização das úlceras.
Fezes Liquefeitas: Exame direto sem conservante: distinção entre disenteria amebiana e
bacilar. q Fezes Formadas • Técnicas de concentração: flutuação em solução de sulfato de
zinco (método de Faust); Centrifugação em éter: métodos de MIF e formoléter. • Exame
direto das fezes diluídas com salina e coradas com lugol, Hematoxilina férrica ou •
Métodos de sedimentação espontânea em água (método de Lutz, HPJ - Hoffmam, Pons e
Janer)
Ø Outros métodos de diagnóstico A partir de
material de sangue/fezes: imunoensaios (ELISA),
detectam se existem anticorpo contra lectinas
específicas de E histolytica FEZES: Métodos
moleculares (PCR com oligonucleotídeos que
amplificam genes específicos
TRANSMISSÃO
Ingestão de cistos: Fecal-oral; Ø Ingestão de água sem
tratamento; Ø Alimentos contaminados; Ø Vetores
mecânicos.
PREVENÇÃO
Tratamento da água: Global
(saneamento básico) Individual (ferver
ou tratar com iodo / filtrar)
Higienização pessoal e alimentar
Eliminação de vetores mecânicos
Tratamento de assintomáticos
Entamoeba histolytica: prevenção
Tratamento q Antibióticos: tetraciclinas,
eritromicina, espiramicina. Derivados
imidazólicos: metronidazol,
nitroimidazol, secnidazol e tinidazol.