Amebíase

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Daniela Macedo
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Amebíase
  1. Reino: Protista Filo: Sarcomastigophora Subfilo: Sarcodina (com pseudópodos) Ordem: Amoebida Família: Entamoebidae Gênero Entamoeba Espécie: E. histolyca E. coli
    1. Detectado e descrito pela primeira vez em 1875 por Fedor Losch como agente causador de diarreia em um camponês russo. q Em 1919, descrição de três amebas que infectaram humanos: E. histolytica, E. coli, E. gingivalis. q Em 1925, Emile Brumpt postula que existem duas espécies de E. histolytica, uma patológica, a outra um simples comensal inofensivo. q Somente em 1978, está confirmada a existência de E. dispar , morfologicamente não distinguível de E. histolytica.
      1. E. histolytica x E. coli Diagnóstico diferencial Distinção entre as amebas → tamanho e o número de núcleos.
        1. MORFOLOGIA
          1. Distinção entre as amebas → Tamanho e Número de Núcleos. Entamoeba histolytica: § Cisto (8 - 20µm) 4 núcleos Trofozoíto (20 - 60µm) 1 núcleo Corpo cromatoide em forma de charuto
          2. ASPECTOS BIOLÓGICOS
            1. Vivem na luz do intestino grosso Fígado § Pulmão § Cérebro Ø Anaeróbio facultativo Nutrição. Fagocitose → hemácias. § Pinocitose → partículas líquidas. Divisão binária
            2. CICLO BIOLÓGICO
              1. Entamoeba histolytica: ciclo biológico Monoxeno 1) Ingestão de cistos maduros (alimentos, água contaminada, vetores...); 2) Passagem pelo estômago (resistente ao ácido clorídrico); 3) Desencistamento no intestino delgado (íleo) ou no intestino grosso (ceco) 4) Multiplicação do metacisto (divisão binária) e diferenciação (trofozoíto); 5) Migração dos trofozoítos para todo o intestino grosso e adesão a mucosa intestinal; 6) Desprendimento da mucosa e encistamento (cólon); 7) Cistos eliminados nas fezes. Metacisto Desidratação amebiana (eliminação de subst. citoplasmáticas
              2. PATAOGENIA
                1. Fatores ligados ao hospedeiro: idade, resposta imune, estado nutricional... Mecanismo de Ação: 1) Forte adesão (lectinas) às células da mucosa intestinal; Passagem da barreira epitelial. 2) Liberação de enzimas proteolíticas e multiplicação das amebas; Passagem da mucosa. 3) Processo inflamatório (úlceras); 4) Penetração nos vasos sanguíneos; 5) Acometimento de outros órgãos (fígado, pulmão, rins e cérebro).
                2. SINTOMATOLOGIA
                  1. Sintomáticos ou Assintomáticos. Ø Diarreia (sangue ou muco); Ø Desconforto abdominal; Ø Cólicas; Ø Ameboma → necrose, inflamação e edema. Ø Apendicite Lesão extra-intestinal: Ø Hepatite amebiana aguda → necrose do tecido hepático
                  2. DIAGNÓSTICO
                    1. Diagnóstico Clínico: Sobreposição de sintomas comuns à várias doenças intestinais § Diarreia muco-sanguinolenta; Cólicas; Ø Diagnóstico Laboratorial: Confirmação ==> Parasitológico: Identificação de cistos ou trofozoíto nas fezes. Colonoscopia ==> Visualização das úlceras.
                      1. Fezes Liquefeitas: Exame direto sem conservante: distinção entre disenteria amebiana e bacilar. q Fezes Formadas • Técnicas de concentração: flutuação em solução de sulfato de zinco (método de Faust); Centrifugação em éter: métodos de MIF e formoléter. • Exame direto das fezes diluídas com salina e coradas com lugol, Hematoxilina férrica ou • Métodos de sedimentação espontânea em água (método de Lutz, HPJ - Hoffmam, Pons e Janer)
                        1. Ø Outros métodos de diagnóstico A partir de material de sangue/fezes: imunoensaios (ELISA), detectam se existem anticorpo contra lectinas específicas de E histolytica FEZES: Métodos moleculares (PCR com oligonucleotídeos que amplificam genes específicos
                      2. TRANSMISSÃO
                        1. Ingestão de cistos: Fecal-oral; Ø Ingestão de água sem tratamento; Ø Alimentos contaminados; Ø Vetores mecânicos.
                        2. PREVENÇÃO
                          1. Tratamento da água: Global (saneamento básico) Individual (ferver ou tratar com iodo / filtrar) Higienização pessoal e alimentar Eliminação de vetores mecânicos Tratamento de assintomáticos Entamoeba histolytica: prevenção Tratamento q Antibióticos: tetraciclinas, eritromicina, espiramicina. Derivados imidazólicos: metronidazol, nitroimidazol, secnidazol e tinidazol.
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